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Magnus Carlsen fez 9–0 no Freestyle Chess. A única coisa que não deveria acontecer.

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A ideia era caos. Magnus fez parecer roteirizado.

Para quem está se atualizando, Freestyle (antigo Fischer Random) é xadrez com aberturas embaralhadas. A ideia: remover a teoria memorizada, matar a preparação de engine e nivelar o campo. Ninguém tem sua linha favorita. Todos começam no escuro. E, em teoria, o caos torna as coisas mais humanas e imprevisíveis.

Só que, de alguma forma, Carlsen também prospera no escuro.

Ele chamou o resultado de “um dos meus melhores”. O que parece modesto até você lembrar que ele já venceu uma final de mundial com três empates e uma saída. Sua última partida foi contra Vincent Keymer, o famoso prodígio alemão e vencedor do primeiro Grand Slam do Freestyle. Durante a maior parte da partida, Keymer manteve uma posição igual. Então veio a pressão de tempo. Então veio Magnus. Então veio nove de nove.

O que isso significa? Além do fato de que Carlsen ainda está vencendo tudo? Principalmente, é um lembrete de que, mesmo em um formato criado para derrubar a dominância, alguns jogadores não apenas se adaptam — eles absorvem. Ver Magnus jogar Freestyle é como ver um alpinista escalar uma parede que ele não deveria ver. Ele não está apenas resolvendo posições — ele está tratando o xadrez aleatório como se fosse uma história fixa que já leu.

A atuação de Carlsen não mudou a forma como ele é percebido. Mas adicionou uma nova linha ao seu currículo: ainda imbatível, mesmo quando você move as peças antes de ele se sentar.

World Chess está lançando uma plataforma de mídia em breve. Até lá, continuaremos acompanhando o que Magnus Carlsen decidir reinventar a seguir.