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O maior jogador de xadrez vivo quase desistiu no sábado. A sala estava muito quente.

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Thumbnail for article: O maior jogador de xadrez vivo quase desistiu no sábado. A sala estava muito quente.
Magnus Carlsen quase abandonou uma partida no meio no GRENKE Classic em Karlsruhe. Não por causa do adversário. Por causa do clima.

"Está um milhão de graus na sala de jogo", disse ele à TV 2, conformereportado pelo jornalista Tarjei J. Svensen. "Senti que não estava recebendo oxigênio suficiente na cabeça. Considerei desistir só porque estava tão farto disso."

Ele empatou. Vincent Keymer — 20 anos, o superou durante a maior parte da partida, chegou a um movimento da maior zebra do ano — emergiu da mesma sala sem ar, sentou-se diante das mesmas câmeras e descreveu a partida como "muito complexa e interessante."

Mesma sala. Mesmo ar. Expectativas diferentes dos organizadores.

O Twitter classificou as observações de Carlsen como "declínio." Isso está errado. O que Carlsen tem — após quinze anos, cinco títulos mundiais e pontos de rating suficientes para sobreviver a uma coletiva de imprensa — é o bem mais raro no xadrez profissional: a liberdade de mencionar que o prédio está pegando fogo enquanto todos os outros saem calmamente e dizem aos repórteres que gostaram do calor.

Ele quase não perdeu porque está em declínio.

Ele quase perdeu porque a sala não tinha oxigênio e ele é a única pessoa no xadrez que pode dizer isso.

Keymer, por sua vez, continua sendo interessante e complexo. E provavelmente exausto pelo calor também.